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Algo que não preciso.
" Um cheiro acre de mofo impesteava o local por onde Super-EU! Adentrara momentos antes na casinha de madeira, e era tudo muito simples, uma pequena casa de um ou dois cômodos não mais, sempre sonhava em ver com os próprios olhos a casa onde todas as manhãs vinha Buscá-la com sorriso no rosto, mas nunca tinha chance de entrar. Parecia as vezes proteger esse estabelecimento, por um motivo desconhecido. Agora sozinho, estava na sala onde um humilde fogão, uma mesinha e um cadeira ocupavam a pobre casa abandonada, aquele lugar não era visitado a séculos...
Foi então que caminhando, com ímpeto de explorador, pôde ouvir sutis ruídos perto da mesa, como barulhos de tambores bem baixos e fitou uma coisa grotesca que jazia em cima da mesa. Um órgão humano pulsava macábro dentro de um prato de vidro imerso em uma rala fossa de sangue. Era assustador, aquilo era um coração humano!
Imediatamente Super-EU! Recuou assustado, e a primeira coisa que passou pela sua cabeça foi: - De quem era esse coração?
E, a cena era essa, alguma criatura deprimida havia deixado ali o órgão que tanto estimava, seu coração, talvez alguém não precisasse mais dele, aquela criatura talvez deixara-o para trás para que não sofresse novamente, ou que não lhe viesse a mente esses sentimentos fúteis de ser um humano... Assim, não choraria mais ao ver um semelhante sofrer, ou lhe dar as costas, mostrando-lhe indiferença... Era algo impossível de se imaginar, era um músico que tocava sem seu intrumento musical, ou o pintor que traçava suas linhas sem seu pincel. Realmente inconcebível...
Lá fora, novamente, o tempo se fechava, as nuvens carregavam-se, era uma tempestade que se aproximava... Um monótono temporal... "
Escrito por Super-EU! às 07h37
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O Marujo da Vida
" Lembro com saudades da época em que navegava pelos mares do colegial, rumo aquela montanha que todos batizavam de futuro, confesso, estava meio surpreso e desanimado, esperava ondas e obstáculos bem maiores a serem transpostos, mas ainda assim contava com a sorte, pois reuni uma tripulação razoável e com sua ajuda e sem maiores contratempos navegávamos rápido... Só não pude prever o outro navio que me abordou durante o percurso, havia uma tripulação composta somente de mulheres e apresentando-se amigáveis, não achei mal que houvesse maior companhia feminina na nossa navegação, fizemos contato e em poucos dias seguimos juntos o mesmo caminho. Minha perdição foi o encanto com a comandante daquele navio, sua magia me enfeitiçava, e sem querer deixei que ela também traçasse nosssos rumos e dirigisse o meu navio, e mal percebera ela além de ter saqueado nosso barco Vida, não poupou nem o meu coração, me conduzira a um caminho perigoso de pedras e correntezas marinhas Depressivas, quase me perdi. Graças a ajuda da minha tripulação, a custo, consegui colocar meu navio no rumo certo novamente e expulsar a devassa. Tempos mais tarde, descobri que também havia um traidor dentro da minha tripulação, fazendo com que eu caísse ainda mais rápido naquela armadilha , e sem pestanejar, também fi-lo caminhar na prancha, e joguei-o nas águas do esquecimento. É uma pena que hoje, cada marujo tenha se tornado um capitão de seu próprio navio e tenha tomado um rumo diferente, gostaria de poder navegar junto novamente, seria uma nova Aventura e inesquecível! "
Escrito por Super-EU! às 07h39
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A épica Batalha
" - Aquele é o Inimigo Homens! Vamos Atacá-los!- gritou Alto o Comandante Coragem.
Apertei com firmeza o cabo da minha espada e engoli em seco... Meu amigo , senti, fez o mesmo... No caminho, todos estávamos temerosos sobre o que encontraríamos no final de nossa caminhada, mas não poderíamos jamais imaginar que fosse algo tão poderoso... E eram dezenas delas, todos eles misturados em Fórmulas Matemáticas, Teorias Obscuras, Datas Históricas, Leis Físicas e Científicas, todas unidas numa só prova, formando um único mas demolidor batalhão...
Minhas pernas tremeram e estava suando frio... Havia enfrentado batalhas antes, onde tive arranhões, machucados horrorosos com cada um daquele exército... Mas todos derrotados ao final. Olhava para trás e via amigos e conhecidos meus tombando como moscas no campo de batalha e sendo levados embora pelo Esquecimento...
Não! - pensei - Não estava preparado para enfrentá-los todos juntos, minha pequena espada não era capaz de talhar de maneira significante aquele corpo, nem meu escudo era capaz de me defender de tantas flechas... Estava perdido, antes mesmo de lutar já vi a morte caminhando ao meu lado. Poderia me levantar e sair correndo daquele lugar a toda velocidade, como um desertor covarde. Mas foi então que ouvi...
o PIIIIIIIIIIiiiiii... - era o sinal tocando, era o começo da épica batalha...
Não havia sobrado tempo para mais ordens do Comandante...Era o início de uma guerra onde muitos não resistiriam, mas os que sobravam eram depois levantados ao alto como Heróis da tribo e a eles eram dados a mão da Mulher mais bonita da Aldeia para casamento... A Cobiça também estava ao meu lado, pois olhei para ela, que retribuiu sorrindo com dentes brilhantes porém imperfeitos... Por um instante, acreditei em mim...
Era o começo do Vestibular... "
Escrito por Super-EU! às 09h17
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