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A ida.
" Havia um lugar... Escondido entre os muitos prédios de uma cidade de concreto, onde um pequeno acontecimento mudou toda a vida de seus pequenos habitantes... Super-EU! de repente acordara de um choque e olhava ao redor... Via pessoas conectadas em seus computadores, presas a suas mesas, ancoradas aos seus trabalhos e escondidas por seu dinheiro... Ele notou gente que não fazia mais da vida do que caminhar todos os dias pelo mesmo caminho , do que beber sempre do mesmo café amargo, do que chorar escondido ao deitar em suas camas... Via a tristeza, via a mediocridade estampada no rosto de seus superiores e via principalmente o desacostume sórdido do não-pensar de seus semelhantes . Mas isso não mais o chocava, porque se acostumara a ver tudo aquilo como um objeto sem vida, como algo que não valia observar mais do que 15 segundos... Pra ele, tudo aquilo não era mais importante do que olhar um cesto de frutos artificiais empoeirados em cima de uma mesa, mas num dia desses em que a importância maior do dia é senão esperar a hora do almoço e a hora da janta, ele havia batido o pé sem querer na tomada do computador, o que fez com que ele se desligasse e, então, viu sua imagem refletida no vidro do monitor...
Ele viu um rosto, e viu como de repente , sem se dar conta , havia se transformado no mesmo fruto de cera daquela cesta sem vida que jazia monótona em cima daquela mesa de mediocridade.
Aquele tapa da realidade em sua cara fez com que ele piscasse os olhos e fizesse com que seus pés escondidos pelos sapatos sociais se encolhessem. Não podia acreditar que aquilo que tanto lutou para não aconteder acabara sendo em vão. E assim, a primeira coisa que fez foi arrancar de si , o cabo de força que o prendia 'a aquela mesa, abriu a gaveta ao seu lado, e viu sua pasta tão empoeirada que guardava tantos pensamentos bons mas que ficaram ali esquecidos por tanto tempo. Pegou-a, levantou de sua mesa enquanto as outras pessoas sequer tiveram o trabalho de desviar os olhos de seus trabalhos e caminhou até a janela fechada. Abriu a cortina empoeirada que nunca mais fora mexida e desprendeu o fecho do vidro que mantinha o ar preso e pesado dentro daquela sala.
Num instante, percebeu que os raios de sol iluminaram a face de um homem que estava sentado perto da janela. Notou como aquele rosto ganhou vida apenas com o calor que era lançado em sua direção, e, desviando os olhos do monitor, aquele homem olhara pra ele com uma expressão de gratidão e sorrindo disse: - Muito obrigado.
Super-EU! retribuiu o gesto com um: - De nada , esperançoso e se lançou pelas escadas do corredor desaparecendo tão rápido quanto o barulho que seu andar fazia pelo chão daquele antigo prédio. Em seguida, o homem da janela viu refletir a imagem pálida de seu semblante no vidro da janela e olhou ao redor... E notou também, todas aquelas pessoas paradas, o homem também ficara chocado... Algo novo havia começado."
Escrito por Super-EU! às 07h15
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