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As portas que se abriam
"Quando Super-EU! passou pela enorme porta de bronze daquele imenso castelo ele sentiu um leve frio na barriga. Estava com medo. A grande verdade, era que a grandeza das coisas que ele estava pra conquistar era tão maior do que toda a sua imaginação poderia ter sido capaz de criar e aquilo o deixou em pânico. Super-EU! tinha possibilidades grandiosas, ele seria rei e isso o amedrontava. Viu então um grande grupo de servos se aproximando com panos de seda caríssimo, uma coroa e um cetro cravejado de ouro e o recusou, correndo para um lugar onde pudesse ficar sozinho, se refujiando no terraço. Todo aquele luxo, toda aquela riqueza, todos aqueles benefícios e expectativas vindas da coroação que estava próxima o deixava confuso, de repente, começou a tremer. Não sabia se aquilo tudo ele era capaz de segurar, nunca imaginou que pudesse alcançar algo assim tão grandioso com tão pouca idade. E se não desse certo? E se não passasse do primeiro dia? O que iria acontecer? Todos os conhecidos o olhariam com pena? Pensariam que ele era um fracassado? Teve então uma saudade imensa da época de criança, queria abraçar um ursinho de pelúcia bem grande e se esconder debaixo da mesa apavorado com a tempestade que podia cair. Perdido em devaneios, não percebeu a chegada de sua futura rainha, ela se encostou também ao muro de pedra de onde Super-EU! podia deixar sua visão se perder no infinito e perguntou: - Está com medo? E, gaguejando, Super-EU! respondeu: - Sim. E ela não disse mais nada, apenas continou olhando para o infinito e deixou que a mão dele segurasse a dela. Só assim o sol podia se por com a beleza que sempre teve e só assim Super-EU! conseguiria dar um passo nessa coroação que estava tão próxima. Então, ele percebeu que não era mais necessário um urso de pelúcia pra abraçar, precisava apenas de uma mão pra ele segurar forte e assim teria forças pra continuar seguindo seu destino."
Escrito por Super-EU! às 09h31
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